domingo, 4 de dezembro de 2011

Barbotina




Barbotina

       A argila só manifesta a propriedade de aderir à outra massa caso haja umidade suficiente nas duas partes. Se uma das partes  do trabalho já estiver em "ponto de couro", há a necessidade de barbotina. Se as partes da argila, que devem ser grudadas, já perderam boa parte da umidade, a adesão não acorre (as partes não grudam).
       Se houver rachadura na peça que já estiver secando, a barbotina oferece umidade suficiente para penetrar na rachadura, preencher e colar.


Receita da barbotina:

1- Colocar em um pote pedaços de argila( a mesma do seu trabalho).
2- Colocar água até cobrir os pedaços.
3- Acrescente duas colheres de sopa de vinagre.
4- Tampe para não secar. Mexa de vez em quando, até dissolver por completo (ponto de iogurte). Coloque etiqueta com cor da argila.

OBS: A função do vinagre é aumentar a adesão entre as partículas de argila devido à acidez, facilitando a colagem. Essa dica também serve para engobes.




Abraços de luz!

Carmem de Vasconcellos

Engobes



              Engobe é uma mistura de argila líquida, óxidos e outros componentes que pode ser aplicada em uma peça antes da esmaltação. Utilizado em peças cruas (ponto de couro), mas pode também, de acordo com alguns ceramistas ser aplicado em peças já biscoitadas (queimadas).
      Um engobe se apresenta na forma de barbotina natural, colorida com óxidos metálicos, mais um fundente para melhorar a qualidade de fusão.

Fórmulas:

Engobe branco:
Kaolin: 70%
Feldspato: 28%
Bóreo: 2%


Verde óxido de cobre: 2%
Azul óxido de cobalto: 1%
Marrom óxido de ferro: 3%
Preto óxido de ferro: 2%
Óxido de cobalto: 2%

Engobe colorido:
       Para fabricar engobes vermelhos ou amarelos você precisará de óxidos caros e tóxicos, e o resultado obtido não é garantido.
      *O engobe pode ser usado puro sem adição dos óxidos, basta a argila, nesse caso ser de cor diferente da argila da peça  trabalhada.




Uso dos engobes:
Deposite sob a peça não polida e no ponto de couro. Deixe secar e queime. O resultado é uma peça rústica.
      A decoração da peça pode ser feita com desenhos variados ou você pode passar o engobe na peça toda e depois fazer incrustações com uma esteca apropriada. Esses sulcos farão a cor original da peça aparecer.
      Pode-se aplicar o engobe com um pincel largo criando relevos (carregar bastante o pincel), ou ainda fazer as incrustações e depois pintá-las com o engobe, cuidando para não encher os sulcos. Lixe a peça para que não fique nada fora dos sulcos. Pode ainda colocar o engobe em bisnagas.

Namaste!

Abraços de luz!

Carmem de Vasconcellos

Esmaltação com Cinzas



"A alquimia permite criar joias com argila, como faziam os egípcios.
É aí que o forno torna-se parte do universo onde o tempo é ignorado.
O fogo ainda é o mesmo e a magia do vidro se processa da mesma forma.
Com intensidade e energia o ceramista traz das cinzas o brilho e a poesia das cores, transmitindo seu profundo amor à natureza.”



        Os esmaltes com cinzas vão apresentar diferenças no aspecto final, como textura e cor, modificando-se, por exemplo: a camada de aplicação ou a atmosfera da queima, se oxidação ou redução.
        Os esmaltes com cinzas tendem à escorrer, os cuidados com relação às prateleiras do forno, devem ser tomados, como uma boa aplicação de caulim e alumina, em baixo da peça, aonde não estiver esmaltado, ainda pode-se passar glicerina..
         As cinzas podem ser lavadas ou não.  O processo é simples, mas envolve algum trabalho.
Consiste em deixa-las de molho em água - depois de misturar bem - para que decantem. Nunca misturar com as mãos as cinzas que estão de molho. É necessário o uso de luvas de borracha, pois a solução é bastante cáustica. Tira-se então a água com as sujeiras que migram para a superfície e repete-se o procedimento por algumas vezes.
        As cinzas podem ser secas sobre gesso ou folhas de jornal. Quando secas podem ser peneiradas e estarão prontas para o uso (cuidado com as correntes de ar, pois as cinzas continuam corrosivas).
        As cinzas podem ser obtidas de vários materiais, e cada uma pode dar um efeito diferente ao resultado final.
        Pode-se obter cinzas da queima de folhas de bananeira, casca de arroz,  flor de cedro, folhas de embaúba, coadores de café usados, cascas de ovos.
        Depois de obter as cinzas, coloque-as em potinhos e catalogue-as.
        Use-as misturando ao esmalte ou engobes. Faça testes e use a criatividade, os resultados são fascinantes.








Namaste!

Carmem de Vasconcellos


Um Pouco da História da Cerâmica



"A alquimia permite criar joias com argila, como faziam os egípcios.
É aí que o forno torna-se parte do universo onde o tempo é ignorado.
O fogo ainda é o mesmo e a magia do vidro se processa da mesma forma.
Com intensidade e energia o ceramista traz das cinzas o brilho e a poesia das cores, transmitindo seu profundo amor à natureza."


O fogo era fonte de luz e calor. Útil para cozer os alimentos. Foi quando o homem primitivo descobriu que, ao levar ao fogo certos materiais eles se transformavam em outras possibilidades. A terra poderia virar pedra! Daí surgiu a cerâmica.

A cerâmica é muito antiga, sendo que peças de argila cozida foram encontradas em diversos sítios arqueológicos. No Japão, as peças de cerâmica mais antigas conhecidas por arqueólogos, foram encontradas na área ocupada pela cultura Jomon, há cerca de 8.000 anos, talvez mais.
Os egípcios foram os primeiros a ter uma cerâmica vidrada; as matérias primas de suas terras desérticas davam às suas peças e contas uma cor turquesa. Com sua pasta egípcia, onde sais solúveis de sódio migravam para a superfície da peça durante a secagem, obtiveram depois da queima um vidrado que imitava a pedra que usavam em suas joias. Com suas técnicas viram que, ao misturar minerais com cobre em suas argilas, obtinham vidrados brilhantes, azuis e turquesas.
Mais tarde, descobriram que usando os mesmos materiais da pasta egípcia, poderiam fazer um esmalte para ser aplicado na superfície de suas cerâmicas resultando num melhor controle de aplicação, cores e efeitos. Mesmo com esmaltes altamente alcalinos e difíceis de serem aplicados, os egípcios atingiam os 1050ºC em suas queimas.
Sírios e babilônios aprenderam a usar o chumbo em seus vidrados e a colori-los com ferro, cobre e manganês.
Totalmente por acaso, as cinzas passaram a fazer parte das peças cerâmicas. Descobriu-se que os restos da madeira que era usada como combustível nos fornos, voavam e caíam sobre os tijolos e peças durante as queimas reagiam com a argila e produziam um verniz natural, belo e expressivo, só com o movimento do fogo. Ao sacar as peças do forno, algum ceramista descobriu esse efeito ao ver o leve brilho que impermeabilizava suas peças.
O prazer, em trabalhar usando esmaltes com cinzas, é de poder tentar reproduzir uma técnica antiga com materiais encontrados facilmente na natureza. Sem forno à lenha, usam-se cinzas no esmalte.





Abraços de luz!

Carmem de Vasconcellos

Considerações Gerais sobre Cerâmicas



· A cerâmica compreende todos os materiais inorgânicos e não metálicos, obtidos após tratamento térmico em temperaturas elevadas. Os materiais cerâmicos são fabricados a partir de matérias primas naturais ou sintéticas.
· Nas artes usamos a argila (barro), modelando peças de variadas formas, decorativas ou utilitárias, que depois de queimadas adquirem grande dureza. Essa primeira queima é chamada de biscoito. A coloração é feita na segunda queima. Uma peça de cerâmica pode durar vários anos ou décadas.

Mosaico em Caixa



Usei várias peças na montagem do mosaico, como cacos de vidro, de cerâmica, bola de gude, parafusos, palito de sorvete, peças em madeira, sementes, etc.Assim podemos guardar pedaços de objetos que se quebraram mas que não gostaríamos de jogar fora por nos trazer boas lembrança. Mas antes eu costumo mergulhar a peça quebrada em água com sal grosso para eliminar qualquer energia pesada que o por ventura tenha sido absorvida pelo objeto.

Namastê

Carmem de VAsconcellos

Pintura em Telha


A Maioria das pinturas em telha são decorativas,  resolvi pintar como eu  pinto um quadro, e o resultado está aí.

Namastê!

Carmem de Vasconcellos!